US Open: Big 3, possíveis zebras e muito mais!

O último Grand Slam do ano está prestes a começar: o US Open! A chave principal em Flushing Meadows inicia já nesta segunda-feira (26).

Algumas estatísticas dos eventos recentes são bastante curiosas. Uma delas mostra que o Big 3 (Djokovic, Nadal e Federer) não conseguiu chegar junto à semifinal nas últimas SETE edições.

Portanto, esteja preparado para surpresas. E também se prepare para grandes confrontos já na primeira rodada. O principal deles envolve uma histórica rivalidade: Serena Williams x Maria Sharapova.

Entre potenciais azarões e confrontos pesados, a expectativa para o US Open só aumenta. Então vamos ao que interessa. Abaixo, você confere o nosso guia do Slam norte-americano!

Favoritismo traiçoeiro

Nas casas de apostas, Novak Djokovic é o mais cotado ao título no US Open. Também pudera. O atual campeão em Flushing Meadows venceu 18 dos últimos 23 confrontos contra Federer e Nadal. Não obstante, saiu vitorioso nos últimos oito contra a dupla em Grand Slams. Mas existe algo que pesa contra o sérvio neste US Open: o chaveamento mais duro do Big 3.

Há um potencial grande teste logo na segunda rodada: Sam Querrey. Aqui, a devolução de saque do sérvio precisará estar finíssima.

Além disso, Djokovic pode cruzar já nas quartas de final com um adversário que todos queriam evitar: Daniil Medvedev. O russo chegou nas finais dos últimos três torneios que disputou e entrou no top-5 mundial.

 

Para ser campeão, Djoko ainda pode ter que encarar Federer na semi e Nadal na decisão.

Falando neles, Roger Federer é quem tem a chave mais aberta até as semifinais. Goffin e Nishikori podem aparecer pelo caminho, mas nada que tire o sono do suíço. O caminho de Rafael Nadal não assusta tanto, mas pode ser traiçoeiro. Um Chung em forma na terceira rodada poderia causar problemas. Sacadores de alto nível como Isner, Cilic ou Struff criariam ainda mais dificuldades na quarta rodada.

NextGen em apuros

Cada Slam é uma expectativa nova para que a NextGen finalmente desponte no maior estágio do tênis. Porém, dessa vez não é só a falta de consistência que pesa contra os jovens talentos.

Stefanos Tsitsipas, o NextGen que mais chegou longe em um Slam (semifinal do Australian Open, com direito a vitória sobre Federer), pegou um chaveamento pra lá de ingrato: Rublev na primeira rodada e um potencial confronto com Kyrgios ainda na semana inicial.

Medvedev, apesar da grande forma, também terá dificuldades para chegar às quartas de um Slam pela primeira vez. E se quebrar esse tabu, terá provavelmente um Djokovic pelo caminho.

Se alguém aí falou em Alexander Zverev, o alemão pode facilmente se enrolar contra Radu Albot ou potencialmente Francis Tiafoe na segunda rodada. Basta lembrar que, em quatro edições de US Open, Zverev venceu míseras quatro partidas.

Para piorar, os dois principais NextGen do Canadá, Félix Auger-Aliassime e Denis Shapovalov, se matam logo na primeira rodada. Portanto, se você está esperando o breakout dos jovens talentos que nunca chega, é possível que ele seja adiado para um novo ano.

5 possíveis zebras

Alex De Minaur: as quadras de Flushing Meadows não são tão rápidas quanto as de Atlanta, onde De Minaur foi campeão em julho, mas o australiano parece pronto para chegar à segunda semana de um Slam. Para isso, teria que vencer Nishikori na 3ª rodada – uma missão difícil, mas não impossível.

Hubert Hurkacz: o polonês é provavelmente o NextGen mais subestimado do circuito. Com um saque potente e uma boa mobilidade para alguém de 1,96 m, o polonês acaba de vir de um título em Winston-Salem e está pronto para fazer o melhor Slam da vida.

 

Miomir Kecmanovic: com a desistência de Kevin Anderson, Kecmanovic tem uma chave aberta até a terceira rodada, onde provavelmente enfrentaria Hurkacz ou Wawrinka. O sérvio já mostrou a que veio em Cincinnati, onde venceu Auger Aliassime e Zverev, e creio que pode ser o underdog mais inesperado deste Slam.

Dayana Yastremska: três das últimas quatro campeãs do US Open jamais haviam vencido um Slam. E se você está de olho em surpresas, fique de olho em Yastremska. A ucraniana de 19 anos chegou nas oitavas de Wimbledon e, só neste mês, venceu Konta, Azarenka e Wozniacki na quadra dura.

Maria Sakkari: a grega vem de um ótimo pós-Wimbledon, fazendo semifinal em San Jose e chegando às quartas de Cincinnati derrotando duas top-10 (Kvitova e Azarenka). Sakkari provavelmente teria de enfrentar a ex-número 1 do mundo Ash Barty na 3ª rodada, mas ela tem as qualidades necessárias para surpreender.

5 confrontos da 1ª rodada para não perder

Segunda-feira (26):

  • Serena Williams x Sharapova (não antes das 20h): ok, quando Masha venceu Serena pela última vez, Nadal não havia vencido nenhum Grand Slam e Coco Gauff tinha 8 meses de vida. Mas não dá para negar que é um jogo absolutamente simbólico – e imperdível.

Terça-feira (27):

  • Tsitsipas x Rublev (12h): não esqueçamos que Rublev foi o primeiro NextGen a fazer quartas de final de um Slam, e foi justamente em um US Open. O russo está em boa forma (venceu Federer em Cincy) e criará problemas para Tsitsipas.
  • Auger-Aliassime x Shapovalov (não antes das 17h): que privilégio do Canadá ter dois tenistas deste nível. Aliassime tem pinta de número 1 do mundo no futuro, enquanto Shapovalov fortaleceu seu time com Mikhail Youzhny como treinador.
  • Sabalenka x Azarenka (não antes das 20h): falando em confrontos nacionais, as bielorrussas Aryna Sabalenka e Victoria Azarenka se enfrentam pela primeira vez no tour. Promete ser um jogo de grande nível.
  • Nadal x Millman (não antes das 20h): John Millman eliminou ninguém menos do que Roger Federer na última edição. E ainda que o 2019 do australiano seja pouco animador, fica a expectativa de um jogo minimamente equilibrado.

Dessa forma, agora a gente quer a sua opinião! Quais são as suas expectativas para o US Open? Quais serão os campeões? E as surpresas? Deixe todos os seus pitacos aqui nos comentários!

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